Brasileiros ainda aguardam para atravessar a fronteira em Gaza

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O governo brasileiro informou, neste domingo (15/10), que o grupo de 32 pessoas abrigadas nas cidades de Rafah e Khan Yunis, em Gaza, permanece aguardando autorização do governo egípcio para cruzar a fronteira e se deslocar até o aeroporto de Cairo. O Egito e Israel negociam um acordo para criar um corredor que permita a saída de estrangeiros que estão na Faixa de Gaza, incluindo os brasileiros.A intenção do Brasil é repatriá-los assim que cruzem a fronteira, no avião VC-2 da Presidência da República, que tem capacidade para transportar até 40 passageiros. Das 32 pessoas que aguardam resgate, 16 – quatro homens, quatro mulheres e oito crianças – foram deslocadas para Rafah, onde passaram a noite em um imóvel alugado pelo Itamaraty. Elas estavam na Cidade de Gaza, onde se abrigaram na escola Rosary Sisters School.

As outras 16 pessoas – dois homens, cinco mulheres e nove crianças – são moradoras de Khan Yunis e aguardam a liberação em suas casas. A cidade fica a poucos quilômetros de Rafah. Ao todo, o grupo é composto por 22 brasileiros e sete palestinos com residência no Brasil.

De acordo com o Planalto, “todos têm recebido acompanhamento psicológico, por profissional palestina contratada em Gaza, pelo escritório de representação do Brasil junto à autoridade palestina”. O apoio do governo brasileiro inclui ainda o aluguel de transporte, abrigo e alimentação.

Lula negocia pessoalmente

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vem negociando pessoalmente a abertura da fronteira. Entre quinta-feira (12) e sábado (14), ele tratou do assunto, por telefone, com os presidentes de Israel, Isaac Herzog; do Egito, Abdul Fatah al-Sisi; e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.O avião que levará os brasileiros está parado em Roma desde sexta-feira (13), aguardando os trâmites diplomáticos com Egito, Israel e Palestina para seguir ao Cairo. Esta viagem deve encerrar a primeira fase da operação Voltando em Paz, deflagrada pelo governo.                                                                                                                    Números atualizados pelo Palácio do Planalto