Karla Coser entre a cruz e a espada, ou segue a lei ou protege Armandinho Fontoura?

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A debutante na política e dublê de vereadora de Vitória Karla Coser está envolvida numa verdadeira salada mista, recebeu um presente de grego das mãos da Corregedoria da Câmara Municipal de Vitória.   Karla Coser terá que decidir se relata pela a cassação ou o arquivamento do processo de cassação contra o vereador afastado pela a justiça capixaba, Armado Fontoura Borges Filho, o Armandinho.

Armandinho está preso desde dezembro de 2022, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), onde é alvo de investigação por chamar ministros do STF de “vagabundos” e exortar que fosse imposto “um limite a eles”. Também atacava, verbalmente, autoridades locais.

DECISÃO PODERÁ RESPINGAR EM JOÃO COSER

Caso a relatora resolver proteger e blindar o vereador afastado Armandinho Fontoura da cassação, essa medida será um tiro contra as pretensões políticas do atual deputado estadual João Coser pré candidato a prefeitura de Vitória.

João Coser foi prefeito de Vitória por oito anos e após a sua saída teve seus bens bloqueados pela a justiça pública por causa de suspeitas de corrupção entre os anos de sua gestão, João Coser foi acusado de desviar 57 milhões da administração pública na época.

Karla Coser decisão complicada

Caso a vereadora Karla Coser resolver absolver ou arquivar o processo, ignorando o excessivo número de crimes cometidos pelo o vereador durante o seu mandato, a crítica capixaba vai desabar em cima do pré candidato a prefeitura de Vitória João Coser que será sacrificado publicamente por uma suposta decisão aberrativa de sua filha Karla Coser.

VERSÕES

Por conta das versões desencontradas, antes mesmo de ouvir a defesa do vereador, a corregedoria da Câmara decidiu ouvir o depoimento de Sandro Rocha. Diante dos questionamentos feitos ao empresário e as respostas que ele deu, Monjardim ressaltou que a autoria da representação está confirmada, mantendo-se também os requisitos legais para que ela seja admitida e, por isso, a ação terá continuidade na corregedoria.

 

Ao responder os questionamentos do corregedor-geral e da relatora do caso, Sandro Rocha confirmou que assinou o documento de maneira voluntária, que não foi coagido, mas admitiu que não leu o documento antes de assinar, conforme já havia relatado

 

 

Convocado pela Corregedoria da Câmara de Vitória, o empresário Sandro da Rocha prestou depoimento no último dia (26) ao órgão, na condição de autor formal da denúncia que originou processo disciplinar contra Armandinho Fontoura (Podemos). Diante dos membros da corregedoria, o denunciante sustentou a versão de que foi enganado por um assessor a serviço do vereador Chico Hosken (Podemos), que assumiu o cargo em janeiro como 1º suplente de Armandinho.

 

Sandro Rocha empresário de Vitória

Segundo a versão de Sandro, o assessor Washington Gomes Bermudes, seu vizinho em Bairro República, o procurou, sim, pedindo a sua assinatura, mas para a realização de uma audiência pública sobre a situação de Armandinho, preso desde 15 de dezembro por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes.

 

Abaixo preparamos um compacto com os momentos mais importantes do interrogatório de Sandro da Rocha:

 

PERGUNTAS DE MONJARDIM

 

O senhor é capaz de ler e escrever?

 

Totalmente.

 

O senhor foi ou ainda é filiado a algum partido político?

 

Sim, sou filiado ao PSB.

 

O senhor tem alguma relação profissional ou pessoal com o vereador Armandinho?

 

Nenhuma.

 

O senhor tem alguma relação profissional ou pessoal com o vereador Chico Hosken?

 

Moramos na mesma região.

 

Como tomou conhecimento do referido processo?

 

Fui informado por um amigo meu, Alessandro Potiguara. Não assinei nenhum documento que pudesse fazer parte da cassação de Armando Fontoura. Nunca reuni nenhum documento, nenhuma representação contra qualquer vereador.

 

O senhor afirma, então, que não assinou o documento?

 

Assinei para que fosse feita audiência pública, jamais para cassação.

 

O senhor, quando assinou, tinha consciência do que estava assinando?

 

Não. Assinei pensando se tratar de requerimento de audiência pública, jamais sobre cassação.

O que eu teria contra Armandinho? Ele estudou durante três anos com meu filho. Eu trabalho com alimentação para empresas. Antes da pandemia, no carnaval de Vitória, forneci alimentos para um camarote administrado por ele. Não tenho nada contra ele nem contra Chico Hosken nem contra ninguém. Não vim nesta casa para processar nem cassar ninguém.

Está nas mãos de Karla Coser o veridito final desse grande Iceberg.